quarta-feira, 13 de junho de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Como se eu cantasse pra mim
Conheço as imperfeições da vida na prática, vivi as dores da desilusão na colisão dos meus sonhos com a realidade. Findei desejos de glória dono dos mundos na incapacidade de sorrir, ao queimar em colapso um ciúme desafeto, me debatendo, fui espelho sem brilho. Passei por desertos desfilando mesquinhês e me calei diante da verdade, acatei a sentença de ser pobre por destino. Fui saudade do repouso e desejei dormir por séculos, esqueci minhas magias e o encanto do meu silêncio, fui mais um de olhos cinzas na sombra da agonia. Mas sempre quando me deito ouço uma espécie de musiquinha, lenta suave,feito essas que vêm em caixas, mas vem lá do fundo da minha complexidade, é um coral das vozes dos eus que fui e que virei a ser, balbuciam virtudes plenas enquanto me cantam amor.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Florido
Vou escrever a verdade.
A minha vida é tão simples que chega a dar dó(pena).
Sou desses sujeitos normais que não te levam pra se assustar.
Eu não tenho uma Banda e talvez nunca grave um disco,
Mas eu posso lhe escrever uma música. Posso sim e, uma música boa, dessas que se ouve e dá vontade de bater as asas.
Eu vou te dizer a verdade, a minha vida é tão diferente que vamos ficar acordados até de manhã, e fazer caretas ao dançar a rotina.
Vou te mostrar que tudo tem a sua hora e esse tempo de agora é nosso.
Vá nessa música que se chamará ternura ou O azul do amor incerto. Transcendemos.
Deixe que sim e brinque leve.
Venha fluir de flor o inesperado, como quem não quer nada, mas só tem isso, só acredita assim.
domingo, 22 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
Amorte
Justiceira do silêncio
Rasga a vida, seus erros e acertos, suas verdades e mentiras
Justiceira da clemência
Fere o preto, o pobre, o justo e o puro.
Senhora do desconhecido,
Facínora inocente!
Voa entre nós essa roleta russa.
E em fim dilacera vaidades emfim.
Eu nasci morrendo,
O meu primeiro dia de vida foi também o meu primeiro dia de morte.
Rasga a vida, seus erros e acertos, suas verdades e mentiras
Justiceira da clemência
Fere o preto, o pobre, o justo e o puro.
Senhora do desconhecido,
Facínora inocente!
Voa entre nós essa roleta russa.
E em fim dilacera vaidades emfim.
Eu nasci morrendo,
O meu primeiro dia de vida foi também o meu primeiro dia de morte.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Ervilhas
Certa noite quando comia suas ervilhas com farinha um homem se sentia em adultério com tudo aquilo que acreditava.
Sua natureza parecia duvidar de si ao exalar o que parecia ser o último brilho em seus olhos, mastigava o gosto do nada em que se encontrava esperando o juramento que fizera a si de ser feliz.
Agora era um bicho que tinha que matar para sobreviver pois vivia entre infiéis amantes da luxúria e já não fazia mais sentido mofar ali no paraíso, sua única dádiva era saber mentir e assim atraia as presas que o atraiam, se tornando preso da presa por sua escravidão afetiva.
Quando respirar dói, já tanto faz se é quente ou frio, o corpo apodrece e o cheiro se confunde com a falta de vontade. E 6 meses ou 6 anos depois um homem comia ervilhas com farinha e se sentia enfeitiçado pelo tempo, olhava para trás e via os traumas das escolhas que não teve, do tempo que era uma criança cega e não era justo, ter credores ameaçando sua honra na frente de sua mulher, como pode esse homem se adeitar? Não pode, e faz 3 noites que soluça um gosto de sangue num vermelho infernal, só pode fechar os olhos e arder.
Nesse momento em que uma barata passa pelo canto da cama o homem que mastiga ervilhas é mastigado pelo desespero do meio, aquele que vem antes do fim e nunca se sabe quando vai envelhecer. O meio é o presente da loucura para os anjos que nascem, é um doce confeitado de veneno que é posto logo na primeira mamadeira. Deleitamos-no.
E um belo dia quando esse homem que nasceu for dormir depois de uma noite bem feliz em que foi reconhecido um grande cidadão pelo conjunto da sua integridade, profissionalismo e responsabilidade social, pode ser que esse homem sonhe com um suculento prato de ervilhas e como que transportado de volta para aquela cama com duas antenas de barata se mechendo, se prenda lá por mais 6 meses ou 6 anos e se sinta novamente em adulterio com suas próprias repetições, seus truques, seus meios de tentar dizer que um dia deu certo.
Sua natureza parecia duvidar de si ao exalar o que parecia ser o último brilho em seus olhos, mastigava o gosto do nada em que se encontrava esperando o juramento que fizera a si de ser feliz.
Agora era um bicho que tinha que matar para sobreviver pois vivia entre infiéis amantes da luxúria e já não fazia mais sentido mofar ali no paraíso, sua única dádiva era saber mentir e assim atraia as presas que o atraiam, se tornando preso da presa por sua escravidão afetiva.
Quando respirar dói, já tanto faz se é quente ou frio, o corpo apodrece e o cheiro se confunde com a falta de vontade. E 6 meses ou 6 anos depois um homem comia ervilhas com farinha e se sentia enfeitiçado pelo tempo, olhava para trás e via os traumas das escolhas que não teve, do tempo que era uma criança cega e não era justo, ter credores ameaçando sua honra na frente de sua mulher, como pode esse homem se adeitar? Não pode, e faz 3 noites que soluça um gosto de sangue num vermelho infernal, só pode fechar os olhos e arder.
Nesse momento em que uma barata passa pelo canto da cama o homem que mastiga ervilhas é mastigado pelo desespero do meio, aquele que vem antes do fim e nunca se sabe quando vai envelhecer. O meio é o presente da loucura para os anjos que nascem, é um doce confeitado de veneno que é posto logo na primeira mamadeira. Deleitamos-no.
E um belo dia quando esse homem que nasceu for dormir depois de uma noite bem feliz em que foi reconhecido um grande cidadão pelo conjunto da sua integridade, profissionalismo e responsabilidade social, pode ser que esse homem sonhe com um suculento prato de ervilhas e como que transportado de volta para aquela cama com duas antenas de barata se mechendo, se prenda lá por mais 6 meses ou 6 anos e se sinta novamente em adulterio com suas próprias repetições, seus truques, seus meios de tentar dizer que um dia deu certo.
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