quarta-feira, 23 de março de 2011

Sereia

Vou entrar aí mulher
Não sei como será
Nunca lidei com sereia.

Confesso que estou com medo
Do devir que vir a ser
Mas não te deixo sem vontade.

Vou aí buscar meu beijo
Aquele que você guardou pra mim toda cheirosa
E hoje a noite dançaremos um só corpo.

Nunca lidei com Sereia
Mas não te deixo sem vontade
E hoje a noite dançaremos.

Vou aí buscar meu beijo
Vou entrar mulher devir
Confesso que não tenho medo.

Dançaremos um só corpo
Devindo meu beijo cheirosa mulher
Eu serei e você sereia.






quinta-feira, 3 de março de 2011

Enfim SOS

Te amei por 24 horas
Te amei um dia inteiro
Fulminantemente amei
Mas você estava com ele
e aí fui desamando.
Desamando minuto a minuto
em cada carinho que vocês trocavam.
Até não amar mais.
Agora não te amo
Mas ainda te quero
Só que tenho que esperar você me querer também
Não sei se isso vai acontecer, você me querer
Só vou te reamar se você me amar enfim
No nada só a esperança reside.




terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

DIVA

É que fica romântico quando a gente troca carinho
Amorzinho
Mas se não for assim de que maneira será?
Só sei fazer do meu jeito
Não quero te e me apaixonar
Quando te seguro firme contra meu peito ou te puxo pelo braço pra você voltar estou sendo eu
Aquele que faz você se sentir linda
Se te beijo demoradamente é pra sentir teu gosto de fêmea percorrer os meus sentidos
Eu nem sempre sou franco, sou confuso nos meus silêncios poéticos
Voce entrou na minha vida com um balde de tinta vermelha
Cor, ação.
Você me mostrou um lado meu que eu andava esquecido, tinha abandonado meu gosto pelo rock n´roll, aí você veio com seus livros ilustrados e jogou-os no meu colo, jogou sua arte na minha cultura.
E mais uma vez na sua cama me sinto Rei.
Será que você vai querer minha cabeça majestade, por achar que estás perdendo a sua?
Seu olhar pra baixo indireto é tática de guerrilha, na vida de flechas dos cupidos libertinos.
Sua boca quando se inclina meio torta em contraponto com o olhar agora fixo, é marca registrada de arte que me encanta todo, e o todo já não importa quando fecha a porta e ajoelha-se na minha frente.
Esse não é um conto carente.
É um canto contente de vida que existe e pulsa
Linda, sabe viver.
Nosso encontro é uma experiência sensorial potente
Suas drogas são as mesmas que a minha
Estamos aqui pra nos libertar?
Me considero inteiro e não culpo ninguém pelas minhas dores
Escolhi ser como sou mas não escolhi ser quem eu sou
Também não sei se isso procede, as dimensões podem não ser todas as reveladas
Se estivessem te filmando agora, fazendo um filme desse minuto da sua vida, qual seria o gênero desse filme?
O meu seria "Melancolia por overdose de felicidade"
Sou feliz, muito feliz, mas estou melancólico
Não quero envolver ninguém nas minhas aventuras amorosas mas também não posso viver sozinho.
Eu posso dizer que quero mais.
Eu gosto de sofrer, é vivo.
Melhor do que morrer no mar negro da falta de tudo
Fica confuso quando fica romântico
Mas se não for assim de que maneira será?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Canto só

Simples como um canto dela ou um sorriso do menino que quer crescer
Crê que a vida é um presente do presente
Um presente do presente para o futuro
Como se fosse um varal com sorrisos
Estendido de se mostrar
Choro de amor extração
Lágrimas cantadas
Me ensina que eu te dou um beijo
Apague tudo e não escreva nunca mais.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Versos de chuva

Hoje a chuva me pegou de jeito
Molhou o meu Neruda novinho
Não tinha nada a fazer a não ser seguir em frente, enfrentar.
Molhou meu tênis azul mais novo
E o meu Neruda novinho
Essa malcriada chuva veraneia regou meu jardim de inverno,
E ainda me disse pra agradecer.
Em casa estava todo silêncio
Só a chuva forte urrava na janela aberta
Estalava com seu cheiro bom de chuva todo o frescor da chuva,
que molhou meu Neruda novinho.





quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Amadurecer é ver o melhor e o pior do mundo

sexta-feira, 23 de abril de 2010

8

Parece tudo recurso
A verdade escafedeu
Lá nos cafundó do Judas
Traíção de amor morreu

De quantas dores se faz a solidão?
Um vício, um pecado e uma escolha
Um sim ou um não
Devagar divagar
Meu infinito ao contrario, em pé (de guerra).

O terceiro é meu triângulo
Do triste triplo que vou
1 é pouco, 2 é dúvida, 3 é metade
Se o segundo verso foi primeiro que escrevi, o primeiro era pra ser o único e este calhou existir.